João caçador de gigantes

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Estou realmente encantada com todos estas atualizações dos clássicos contos de fadas.

Com João Caçador de Gigantes, não foi diferente. Preservando os elementos mágicos mais importantes, inovou em tecnologia e  aventura.

João, o menino tolo, ingênuo, órfão , rude e pobre vai à feira ( a mando do tio) para trocar seu animal por dinheiro e assim consertar o telhado.

João o menino de coração , não quer vender seu animal para um açougueiro ( no conto original trata-se de uma vaca, no filme um cavalo com sua carroça) e assim o troca pela promessa de sementes mágicas, de aventura, de um mundo melhor…. afinal quem não arrisca  não petisca, não é mesmo?

No filme, João é arremessado numa aventura sem muita consciência, no conto é seu coração  que fala mais alto do que a razão e , em ambos, a jornada se inicia.

A Jornada do herói é universal, todos nós somos heróis jogados ao acaso nas estradas da vida, e todos, temos que nos superar , fortalecer, vencer nossos  inimigos internos, matar os gigantes que moram a caminho do céu. Afinal, não há como alcançar a totalidade sem antes integrar nossas sombras.

E na escada do céu, rumo ao desconhecido, devemos vencer os medos. Dando passos firmes de superação, sem perder-se no ego inflado de quem, inevitavelmente, vai cair…e quanto mais subir, mais alta é a queda daqueles que não alcançam a humildade e agem em sua arrogância e prepotência por um poder que não lhe é digno.

A origem dos gigantes foi muito bem explorada pelo filme….fabricantes de trovões, ciclopes, “brutos sem lei”, que nunca semeiam a terra nem a tratam, devoradores de humanos. Afinal o poder destrutivo acaba por devorar a sí mesmo.

“…representam a sintonia com a fértil natureza e os poderes brutos e instintivos que fundam biologicamente o ser humano e os animais. É aconselhável abordar essas energias com mais do que temeridade e desdém. Psicologicamente, elas apontam para o resíduo em nós próprios dessa inconsciente totalidade no início do desenvolvimento mental, que está cheia de vida e que tem o potencial da consciência, mas que também é cruel, incivilizada, como a natureza em si…e que tem uma tendência para devorar o seu próprio produto…”

Assim, em posse do poder correto ( coroa) podemos dominar e mandar os gigantes de volta à sua terra.

Todo o  tesouro trazido por João no conto , expressa-se no filme com a  união com a princesa, mais um potente arquétipo de integração anímica. No conto, estes elementos eram simbolizados pela harpa e pela galinha de ovos de ouro…. que de certo modo, ainda que sutilmente, foram introduzidos no filme… que também tece sua trama louvando o  poder da história. Magia absoluta. Finalizando com um sentimento de atemporalidade.

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