Bonecas Waldorf, by Diké

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Um boneco Waldorf parece-se com uma criança, é normalmente simples por forma a incentivar a criactividade e imaginação das crianças. Tem diversos pormenores: pernas, braços e nariz, permitindo posturas naturais. É normalmente construída com materiais naturais.

O nome derivada da sua utilização generalizada em Pedagogia Waldorf.

Para a Pedagogia Waldorf, a boneca tem uma importância e intimidade no brincar infantil que não ocorre com os outros brinquedos. Independentemente de idade ou sexo,a boneca acompanha a criança em todos os seus caminhos, na cama, no brincar, no consolo de suas tristezas e nas suas alegrias. A criança não estabelece este relacionamento com uma bola ou um carrinho. Por isso, a boneca deve ser confeccionada com materiais naturais que ela possa pegar e abraçar.

Porque brincar com bonecas?

Brincar com bonecas ajuda a criança a conhecer o meio ambiente. Desenvolve a atividade sensorial, tato, movimento e equilíbrio. Transmite para a criança a vivência do seu próprio ser. A boneca se converte em sua companheira, transmitindo presença humana, fazendo com que a criança não se sinta só. Na vivência com sua boneca, o ser humano aprende a conviver com outras pessoas.

Contudo, deve-se analisar constantemente a reação e relacionamento da criança com a(o) boneca(o) a fim de manter o equilíbrio de modo que a criança não seja intencionada a se excluir da realidade viva e optar preferencialmente por “amigos bonecos”.

Os pais/responsáveis também devem estar atendo para que a imaginação da criança não seja levada a criar estereótipos de amigos invisíveis.

A boneca pedagógica

O brincar de bonecas possibilita que a criança se exercite na resolução de problemas, que desenvolva a linguagem e fortaleça suas relações pessoais. O boneco ou a boneca tem espaço preponderante neste brincar, principalmente no que se refere ao campo da afetividade.

É fácil observar como os bebês, com poucos meses de idade, de ambos os sexos, gostam de brincar com bonecas. Como já mencionamos, e agora vamos aprofundar, Winnicott definiu este momento como o início de um tipo afetuoso de relação com o objeto e a ele deu o nome científico de “objeto transicional”, isto é, um boneco ou um pedaço de pano, enfim um objeto sobre o qual o bebê assume direitos sobre ele, sendo sempre o mesmo não deve ser mudado a não ser por desejo da criança, deve ser resistente aos tratos de amor, ódio, ou agressividade se for o caso. Deve transmitir calor, movimento, textura mostrando vitalidade ou realidade próprias. Assim, Winnicott desenvolveu importante tese valorizando esta experiência, além das brincadeiras compartilhadas, como determinante para uma formação saudável do ser humano, “então a vida cultural e fruição de herança cultural estarão a seu alcance” (WINNICOTT,1975, p.98).

Mas qualquer boneco poderia ser este objeto transicional? Aparentemente sim, até mesmo um pedaço de pano, como afirma Winnicott. No entanto, para o trabalho psicopedagógico, onde as forças criativas da criança devem ser consideradas, seria interessante que o boneco seguisse algumas características.

Por exemplo, se no consultório, déssemos uma boneca perfeita para a criança, aquela que pisca os olhos, tem um rosto bem definido, chora, anda, faz tudo “de verdade”, é como se puséssemos então a fantasia da criança numa camisa de força, podendo atrofiar-se. Assim como o corpo da criança se atrofia quando não se movimenta o suficiente, sua imaginação também precisa de movimento.

No entanto, é certo que uma criança mais velha do que o bebê referido por Winnicott quer uma boneca um pouco mais requintada. Podemos então oferecer uma boneca de pano para ela, com braços pernas, roupas, cabelos, um rosto pintado ou bordado, talvez dois pontinhos indicando os olhos, outro a boca, de qualquer forma, sem expressão definida, para que a criança possa projetar nela todas as suas emoções com maior naturalidade.

Afinal, a boneca é a imagem do ser humano. A criança a imita e se identifica com ela. E é isso que sempre temos de ter em mente quando escolhemos o boneco terapêutico. Este boneco deverá ter a forma esférica de sua cabeça, representando o “duro”, o que protege, o osso externo determinado pela forma. Esta forma redonda, esférica e dura da cabeça deve estar colocada em repouso e absolutamente ereta sobre o corpo. No corpo do boneco, o que está dentro deve pedir para ser protegido, deverá proporcionar calor, aconchego, envolvimento. Seu rosto deverá ser neutro, para que ofereça a possibilidade, como já dissemos, de acompanhar a criança em suas emoções.

A boneca também deve ser um espelho para a criança, onde ela possa refletir sua anatomia e características étnicas. No consultório devemos ter bonecas de todas as etnias. Se a criança for negra, a boneca também o será, se loira seus cabelos devem ser loiros, assim sucessivamente. No entanto, a escolha da etnia cabe a criança. Para isso, no consultório, ela deve encontrar todos os tipos e cores de bonecos para escolheras. Sendo que esta escolha já pode começar a sinalizar para nós algo sobre a criança.

A Boneca inspirada na Pedagogia Waldorf

Para a Pedagogia Waldorf a boneca tem uma importância e intimidade no brincar infantil que não ocorre com os outros brinquedos. Independentemente da idade ou do gênero, a boneca é para a criança um companheiro, um amigo muito próximo de seu coração. Acompanha a criança em todos os seus caminhos, na cama, no brincar, no consolo de suas tristezas e nas suas alegrias. Podemos chamar de “pedagógica” a boneca construída observando alguns parâmetros: material natural, proporções e forma correspondentes às humanas saudáveis, fisionomia sem caricaturas ou expressões fixas, confecção manual. Além disso, seu manuseio deve possibilitar o livre brincar, a fantasia e a expressão da criança. Toda criança deve ter “a sua boneca” ou boneco principal. Essa boneca deve ser um espelho da criança, onde se reflete sua anatomia e suas características étnicas. Se a criança for morena ou loira, a boneca também o será, quando negra ou parda, a boneca deve ser da mesma cor. Além disso, toda criança deve brincar com “bonecas amigas” de várias etnias. É de grande importância para a criança aprender a amar e a conviver com todas as matizes da diversidade humana e, para isso, os bonecas são excelentes professores.

A boneca étnica negra e parda

O papel da boneca étnica, negra e parda, é de grande importância para a valorização da auto-estima e do reconhecimento da identidade afro-brasileira das crianças, tanto na família e na sociedade quanto na escola. A criança negra ou parda deve ter “a sua boneca” como seu espelho, onde se reflete sua anatomia e suas características étnicas. Ela também deve ter bonecas de etnias diferentes da sua para aprender a amar e a conviver com as diferenças. Através da identificação étnica com a boneca, a criança pode fortalecer sua identidade, aprender a valorizar a si e aos seus semelhantes e reconhecer, para toda a vida, suas raízes, livre de preconceitos ou estereótipos. Para os educadores, a boneca étnica também é um importante instrumento de vivência em sala de aula. As várias etnias reunidas no brincar pedagógico em sala de aula têm o poder de promover a interação social, a tolerância e o respeito pelas diferenças. Crianças que, no brincar livre, têm a oportunidade de aprender a conviver com a diversidade social tornam-se adultos mais preparados para a vida em sociedade.

Bonecos waldorf meninos

O brincar com bonecas tem uma importância especial para os meninos. Todo menino deve ter “o seu boneco” que o acompanhe em todos os seus momentos, no brincar, no consolo de suas tristezas e nas suas alegrias. O menino não estabelece esse relacionamento com uma bola ou um carrinho. Além disso, quando o pai presenteia o filho com um boneco, colabora para a quebra de estereótipos que podem atrapalhar a criança em suas relações sociais e familiares quando adulto. Ao brincar com seu de boneco, o menino amplia sua possibilidade de se tornar um ser humano mais completo e amoroso.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

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Cinco-marias by Diké

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Cinco-marias ou pipoquinha, como pode ser chamado, é um jogo também conhecido como brincadeira dos cinco saquinhos (ou cinco pedrinhas, que devem ter tamanhos aproximados). Para brincar são necessários cinco saquinhos de tecido de mais ou menos 4 cm por 3 cm, com enchimento de areiafarinha, grãos de arroz ou feijão, ou as cinco pedrinhas.

As cinco-marias têm origem em um costume da Grécia antiga. Quando queriam consultar os deuses ou tirar a sorte, os homens jogavam ossinhos da pata de carneiro (astrágalos) e observavam como caíam.

Cada lado do ossinho tinha um nome e um valor, e a resposta divina às perguntas humanas era interpretada a partir da soma desses números. O lado mais liso era chamado kyon (valia 1 ponto), o menos liso, coos (6 pontos); o côncavo, yption (3 pontos), e o convexo, pranes (4 pontos).

Essa pode ser a origem dos dados (do latim, “dadus”, que quer dizer “dado pelos deuses”), segundo Renata Meirelles, autora do livro “Giramundo e outros brinquedos e brincadeiras dos meninos do Brasil”.

Com o tempo, os ossinhos foram substituídos por pedrinhas, sementes e pedaços de telha até chegar aos saquinhos de tecido recheados com areia, grãos ou sementes, conta Meirelles.

  1. Jogar todos os saquinhos no chão (ou outra superfície) e pegar um deles sem tocar nos demais; jogar para o alto o saquinho escolhido, enquanto pega um dos outros quatro que estão no chão, e sem encostar nos restantes; segurar o saquinho na volta, com a mesma mão, antes que ele caia no chão; repetir o mesmo para cada um dos quatro saquinhos.
  2. Novamente, jogar os cinco saquinhos no chão e pegar um, sem tocar nos restantes; repetir a etapa anterior, só que agora de dois em dois saquinhos.
  3. Repetir tudo, mas desta vez pegando um saquinho e depois os três restantes ao mesmo tempo.
  4. Jogar os saquinhos, pegar um, jogá-lo para o alto, pegar os quatro saquinhos restantes de uma só vez e em seguida pegar o saquinho que estava no ar sem deixar cair nenhum.
  5. Na última etapa, jogar os cinco saquinhos no chão e pegar um sem tocar nos demais; com a outra mão, formar um túnel por onde os quatro saquinhos restantes deverão ser passados, um de cada vez, enquanto o saquinho escolhido estiver lançado ao ar.

Observação – Se o jogador tocar num dos saquinhos que estão no chão que não seja o escolhido para a execução da jogada ou deixar algum deles cair da mão, passará a vez para o próximo jogador.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Até o Buddha desabou de vergonha

10847948_800Finalmente assisti esse filme lançado em 2007. Lembro como meu coração se despedaçou  quando, em 2001, vi a imagem da explosão das milenares e  onipotentes estátuas de buda, destruídas pelos Talibãs na cidade de Bamian no Afeganistão, situada numa encruzilhada da antiga Rota da Seda, com um patrimônio cultural único marcado por influências da Pérsia e Grécia e do hinduísmo, budismo e islamismo.

O Afeganistão era um centro budista antes da chegada do Islã no século IX.

Tratavam-se das maiores estátuas de Buda que existiam no mundo e mediam entre 55 e 58 metros. Infelizmente, os talibãs são contra representações humanas de divindades e já destruíram inúmeras obras de arte, incluindo pinturas.

Baktay tem seis anos e vive com sua família nas cavernas cravadas nas montanhas do vilarejo,  quando é apresentada ao encanto dos livros, das letras e  de suas histórias divertidas. Determinada a estudar, sai em saga  de sí mesma. Enfrenta sua cultura com a alma livre, mas não sem dor. Sobrevive ao abandono, ao descaso, à escassez e à pobreza. Aprende e segue em frente, sabe onde quer chegar.  Sofre torturas psicológicas nas mãos dos meninos da área que, em forma de brincadeiras de guerra, reproduzem seu cotidiano validados pelo domínio sobre o feminino cujo poder a tudo e a todos  ofendem. Parece que não apenas os Talibãs são os intolerantes da região. Mas mesmo diante dos obstáculos, a menina segue leve, vivendo intensamente cada momento, ainda que estes sejam repletos de perdas de esperança traduzidas em folhas rasgadas de papéis em branco, jogadas ao vento. Atriz e personagem se misturam perfeitamente e nos conta uma história onde para libertar-se, Baktay tem que se render e morrer. De fato, até o Budhha desabaria de vergonha e agora só resta um buraco vazio.

Educação para o luto

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Perdas também fazem parte da  vida. Não se trata só de ganhar e ser feliz, mas sim, de aceitar a vida em toda suas potencialidades e polaridades. Céu e inferno habitam a mesma alma e devem ser devidamente homenageados.

A depressão, por exemplo, é extremamente importante para a preservação mental, pois precisamos deprimir a energia em determinados momentos  para  focar naquilo que nos aflige, que atormenta nosso espírito, em busca do auto conhecimento e de uma resolução para aquilo que nos adoece, já a ansiedade nos faz levantar da cama todos os dias e “matar um leão”.

Pois bem, perdemos o útero já de cara  e depois vamos lidando com inúmeros lutos os quais vão nos mobilizando para o fortalecimento do ego e nosso desenvolvimento integral.

O que difere no entanto do que não é saudável, é o grau de intensidade pelo qual vivenciamos cada um destes demônios internos e a tempo em que permanecemos neste limbo.

Muitas vezes, quando a morte se apresenta à criança, seja através de seu adoecimento ou de alguém próximo, não sabemos como enfrentar e buscamos poupá-las daquilo que definimos como o nosso maior fracasso frente à vida.

Já notou como muitas vezes a criança lida espontaneamente com a morte? Seja porque sua compreensão pode se dar de maneira gradual, acompanhando seu fortalecimento psíquico, seja porque ainda não carrega em sí essa classificação de  valores culturalmente estipulados e desconectados da natureza mais profunda de nosso ser.

Como poderemos ajudar uma criança a compreender, vivenciar e lidar com a morte se nós mesmos a tememos?

Sem perder de vista a própria maneira como olhamos nossa morte nos olhos, algumas dicas práticas podem ser úteis:

Dos 02 aos 06 anos a criança não reconhece a morte como algo irreversível e universal e esta  informação sempre deve ser dada com  muito cuidado ( respeito e afeto) para não deixar marcas profundas. Ocultar informações  e desvalorizar seus sentimentos levam à experiências negativas que futuramente serão associadas com as novas perdas, tornando o evento traumático.

É importante dizer e demonstrar o que está acontecendo com sinceridade, na proporção de entendimento da criança, para assim ela absolver as informações necessárias para sua elaboração, deve-se acolher seus sentimentos e deixar claro que as pessoas mortas não voltarão e que vai acontecer com todos, inclusive com a própria criança, embora nunca sabemos onde, quando ou como.  Também é importante esclarecer que  embora alguém próximo e querido tenha morrido, não significa que todas pessoas próximas e  queridas vão desaparecer ao mesmo tempo. Subestimamos a capacidade de nossas crianças, mas uma conversa franca e respeitosa sempre é a melhor maneira de lidar com questões tão delicadas.

Se as informações não são claras , a criança que, nesta faixa etária, está misturada à fantasia e acredita na realização de tudo o que pensa e quer,  pode se culpar do ocorrido , uma vez que idéias de retaliação e de destruição frente  frustrações são comuns.

É um erro acreditar que as crianças vão superar o luto apenas com distrações, brincadeiras e  tempo.

Além do mais, percebendo que algo não vai bem na casa e com seus familiares, ou ainda notando o desaparecimento de um ente querido, a criança perde a confiança em sua família para o acolhimento frente os desamparos, podendo despertar sentimentos de insegurança e auto-destruição.

Falar não elimina a dor, mas permite que a criança se sinta acolhida. É preciso conversar sobre o assunto, convidá-la a participar dos rituais como velórios e enterros  e compartilhar sentimentos, favorecendo o desligamento no processo do luto.

Vale lembrar que não é adequado usar metáforas como “foi para o céu”, “sono eterno” ou “ viagem sem volta”, pois facilmente confundirão  com o concreto, podendo despertar medo e confusões com as viagens de lazer e na hora de  dormir, por exemplo.

Vista a fantasia!

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Podemos dizer que brincar é como sonhar acordado. É   através do rebaixamento da consciência e do estímulo da fantasia que damos vazão ao imaginário lidando com sua linguagem e representações simbólicas, que abarcam  pensamentos, sentimentos, impressões e memória. Trata-se da realidade interna  e subjetiva, transcendendo o externo e concreto através de imagens do mundo subjetivo.

O material  com que se deve operar na análise do inconsciente não consta apenas de sonhos. Há também os produtos  do inconsciente denominados fantasias. Essas fantasias são como uma espécie  de sonhos ocorridos durante o estado de vigília ou como visões  e inspirações.

A fantasia permite ao ego o contato com os conteúdos internos, psíquicos e inconscientes, tornando-os conscientes e transformando-se a partir dos conteúdos que emergem. Todavia, como a criança em idade tenra  ainda está mais próxima do inconsciente do que da estruturação egóica definida, a fantasia não necessita de muita energia para emergir  sendo espontânea e sem resistências, possibilitando a manifestação não apenas de conteúdos reprimidos, mas também  dos conteúdos criativos do inconsciente.

Para Jung  a fantasia é a ponte entre as exigências inconciliáveis entre a criança e seus conteúdos internos, onde  em uma atividade criativa como o brincar  é possível a adaptação ao mundo externo.

A atividade inconsciente da fantasia segundo o Jung,  pertence a duas categorias, uma de caráter pessoal que remonta às experiências pessoais , esquecidas e reprimidas  que podem ser acessadas através de uma anamnese, denominada de inconsciente individual; e a segunda  de caráter  coletivo  que não pode ser reduzida às experiências passadas do indivíduo e portanto não foi adquirida individualmente mas sim de um substrato psíquico coletivo no qual denominou inconsciente coletivo.

A fantasia é de importância vital porque estabelece um elo natural entre os processos conscientes e inconscientes, e entre o mundo interior e exterior. É produto da atividade lúdica entre  os arquétipos do inconsciente coletivo e as circunstâncias da vida do próprio sujeito.

Artesanato, arte e criatividade!

arte_1Artesanato é o próprio trabalho manual ou a produção de um artesão (artesan + ato), é o artista que exerce uma atividade produtiva de caráter individual.

É tradicionalmente a produção de caráter familiar, na qual o produtor (artesão) possui os meios de produção (sendo o proprietário da oficina e das ferramentas) e trabalha com a família em sua própria casa, realizando todas as etapas do processo,  desde o preparo da matéria-prima até o acabamento final, não havendo divisão do trabalho ou especialização para a confecção de algum produto.

De acordo com o Cunha (2007), artesão é o indivíduo que exerce  em geral por conta própria uma arte, um ofício manual, sendo que a palavra originou-se do latim artificium, do vocábulo  artífice, que significa processo ou meio para se obter um artefato ou um objeto artístico.

O sentido de arte pode ser descrito como: “Atividade que supõe a criação de sensações ou se estados de espírito de caráter estético, carregados de vivência pessoal e profunda, podendo suscitar em outrem o desejo  de prolongamento ou renovação; A capacidade criadora do artista  de expressar  ou transmitir tais sensações  ou sentimentos.”

Desta forma, o artesanato está estritamente ligado à arte e fazer arte está ligada à criatividade.  Ser criativo  é estar conectado com seu potencial,  é escutar o coração e realizar feitos que sejam inspiradores, que fazem sentido a cada um e que proporcione uma forma diferente de olhar a vida.

As crianças  com um ego ainda estruturando-se sem padrões pré-determinados, são  mais abertas ao inconsciente, às fantasia e ao imaginário, e portanto  mais criativas. Conectadas ao novo e ao inédito, estão próximas de suas verdades interiores.

“[…] quando nascemos, temos um potencial quase ilimitado de talentos. Crianças, podemos  experimentar de tudo,  da musica à matemática, da invenção de objetos  às histórias fantásticas. Tudo parece original, novinho em folha. Até os 5 anos, a criança não foi devidamente formada pela cultura….Mas  a porca torce o rabo a partir dos  7 anos ( não por acaso a idade em que grande parte das crianças ingressa na escola). A partir desse momento os destinos dos pequenos  ficam cada vez mais ligados às realidades  e opções disponíveis  em sua sociedade.”

Ser criativo significa sentir, olhar e fazer diferente, isto é, fora dos padrões pré-estabelecidos. “Quando pinto,não sei o que estou fazendo.” Declarou Pollock, certa vez.      ( 1912-1956).

De acordo com Botton (1990), estamos o tempo todo tentando ser quem não somos, pois nascemos  espontâneos, agindo conforme nossas necessidades interiores, somos ricos de fantasias e temos muitas idéias dissociadas da realidade, porém na medida em que crescemos, vamos aprendendo sobre a realidade externa, fato extremamente importante para nossa sobrevivência e convívio social, mas  na medida em que estas realidades tomam conta de nós, passam a ser cerceadoras de nossa originalidade e criatividade, pois agimos no automático e bloqueamos a possibilidade de “deixar surgir” de dentro de nós um comportamento novo, pessoal e original. “As imposições de dentro e de fora de nós mesmos vão os impedindo de liberar espontaneamente nossas fantasias e relaciona-las favoravelmente  com a realidade.”