O Menino e o mundo

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Fiquei , literalmente, maravilhada com essa animação de Alê Abreu e trilha sonora inconfundivelmente de Naná Vasconcelos e outras tantas feras.

Um  vasto mundo de potencialidades nasce em giz de cera no branco do papel, provando o quanto a simplicidade pode ser profunda.

Numa linguagem que antecede o verbal, aqui  o simbólico é rei. Imagético como o inconsciente, conta a história de um menino em busca de seu pai nos infinitos mundos de hoje. Sim, uma pluralidade de possibilidades  que contrastam o rico e o pobre, a cidade e o campo, o adulto e a criança, a alegria e a tristeza, a espiritualidade e o materialismo…. fazendo do real e do fantástico, um só, em nossos corações.

Rio!

Animação de Carlos Saldanha, concorre ao Oscar como melhor canção original.

Trata-se de uma história bastante real e atual, abordando com delicadeza as diferenças culturais e a universalidade dos valores como amizade, amor e coragem em defesa da natureza. Tem como pano de fundo as belezas da cidade maravilhosa e sua alegre festa de carnaval. Mostra como a cobiça humana e a desinformação podem levar muitos animais a extinção através do tráfego.

Noto que o desenvolvimento da humanidade aprimorou nossas relações com os animais e vê-los no circo, domesticados e enjaulados já não é mais glamuroso. O verdadeiro  luxo é ter um ecossistema preservado e respeitar todas as formas de vidas.

Es[ero que a ciência e todos os novos saberes possam proteger a biodiversidade de forma a amenizar os danos já sofridos ao longo do tempo.

RIO é uma amostra do novo olhar  do mundo  para a ecologia e para o Brasil.

Cristiane Richter

As Aventuras de Azur e Asmar

Esta linda animação começa mostrando duas cores no mesmo peito, mas o que se revela é que  ainda são muitas as cores. Criados com amor e fantasia, Azur e Asmar vão em busca de um mesmo sonho. E na jornada, apesar de cometerem erros,  nunca perdem de vista os valores que os tornam humanos. Um desenho atual,  que integra as diversidades culturais, raciais e sociais. Valorizando a criança, o feminino e a velhice,  ainda termina nos apontando um começo de novos tempos!

Cristiane Richter