Dixit

Dixit (por Cristiane Richter)

 Criação do psiquiatra francês, Jean-Louis Roubira, o jogo Dixit foi lançado recentemente e, já recebeu inúmeros prêmios, dentre os quais o Prêmio Jogo do Ano na França (2009), na Espanha (2009) e na Alemanha (2010).

Dixit encanta a todos que se juntam ao redor de uma mesa para jogar, pois foge do comum. Na verdade, é muito mais que um jogo, é um convite à fantasia e, portanto, deve ser encarado com a mente aberta.

O jogo é composto por 84 cartas, divinamente ilustrado por Marie Cardouat. A ideia é dizer uma frase quando confrontado com uma imagem. Também, é possível exprimir-se com uma canção, um assobio, uma mímica ou outra forma de expressão que não a verbal, pois não há limites!

O desafio é que a frase não pode ser tão difícil para que os outros jogadores não acertem a imagem, nem tão fácil para que todos adivinhem, tornando a dica demasiadamente óbvia. A sua pista tem que ser ponderada para que só alguns consigam acertar.

A diversão é tentar adivinhar o que passa na mente de seus amigos e familiares, suas inspirações, referências, lembranças, emoções e criatividade. Nesta viagem, os jogadores descobrem que o imaginário é um campo bastante vasto e desconhecido, sendo constantemente surpreendidos.

Dixit é indicado para adultos e crianças a partir dos 10 anos de idade, podendo ser jogado de 3 até 12 participantes. Cada partida dura, em média, 35 minutos. Ele é encontrado nos sites da Amazon, eBay e Fnac.

Aventure-se você também!

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Vamos brincar do que?

Considerando que  o brincar é essencialmente espontâneo, promovendo na criança sua autonomia de escolha e interação entre pares, tornando-a agente de sua própria experiência, e ainda  levando em conta que os saberes atuais sobre a infância agregam o lúdico na prática pedagógica como um rico instrumento de desenvolvimento da criança, principalmente na educação  infantil dos zero aos seis anos, é importante frisar que a educação não deve apropriar-se deste brincar de forma a estruturá-lo rigidamente, regrando-o e delimitando espaços, horários  e materiais que devem ser usados como brinquedos, porque desta forma distancia a criança  de sua essência mais profunda, privando-a da liberdade e da autenticidade que o  brincar confere.

A capacidade de brincar  está na base do desenvolvimento  do pensamento lógico e, na verdade, na base de todo desenvolvimento humano. Mas afinal, quais são as brincadeiras mais adequadas ao desenvolvimento infantil? ‘Eu costumo dizer que se os pais não atrapalharem, a criança brinca com qualquer coisa’, afirma a psicóloga. ‘É só permitir que haja espaço e tempo para a criança brincar.’   ( CERES ARAÚJO apud CAMPOS, 2007, p.50).

Cristiane Richter

Brincando de ser…


Quando brincamos, aprendemos a nos relacionar com nós mesmos, a entender nossos potenciais, emoções, possibilidades e limites. Brincando, estimulamos memória e raciocínio, motivando o auto-aperfeiçoamento, aprendemos com os erros, desenvolvemos a linguagem e a coordenação motora, nutrimos a  imaginação. É  quando imaginamos um mundo criado pelas mais ricas fantasias do inconsciente, como  também  representamos  o mundo concreto, real e objetivo, e desta forma treinamos para nele atuar.

Para Friedmann ( 2005, p.88) o brincar resgata a alma da criança, pois brincando o ser humano se mostra em sua essência, envolvendo toque, cooperação, afeto, competição, ganhos e perdas. Ao brincar a criança se emociona, ri, chora, vibra, perde a paciência, se irrita, fica nervosa e ansiosa, aliviada e feliz.  Ao brincar, imita, sonha, fantasia, imagina, fazendo com que medos e desejos se tornem realidade e sejam representados de maneira segura. Enuncia assim, a autora com propriedade: “O brincar descortina um mundo possível e imaginário para os brincantes. O brincar convida a ser eu mesmo.” 

Cristiane Richter