A Família na Contemporâneidade oficina Nina Veiga, by Diké.

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Nossas ferramentas são objetos estruturantes.

Então que se torne bom, aquilo que pretendemos fazer, porque nada é bom “a priori”.

Fazer um brinquedo é construir um objeto que vai construir o mundo e reproduz um modo de existir. É ético, estético e político. Não há nada na estética que não produz efeito.

Como construir uma família que na contemporâneidade nos obriga a reestruturar sempre?

O intelecto domina, verticaliza, centraliza. A vida vive e não consegue ficar num lugarzinho definido, ela quer tudo junto.

O intelecto quase não sorri, fruto de uma escola que não é mediada pela vida viva. É bom começar TUDO pelo coração.

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De 4,5 à 6 anos a criança é imaginação, puro movimento. Depois , vem a imitação. Fazer cada vez mais cedo não é força, é sintoma.

Ideais produz em mim uma sensação de inadequação frente ao mundo, sempre aquém do modelo. O intelecto produz inadequações, cita regras. O arquétipo é força, não está na forma e sim na intensidade. Supera qualquer coisa.

A saúde de cada um é nele mesmo.

Celebrar a incrível singularidade do ser. Se não tem o que deveria ser ( imposto pela cultura), sobra o que podemos desenvolver de bom. O amor não divide, só sabe multiplicar. Sai o modelo e entra em cena o possível. O humano não é uma imagem morta, são forças. Talvez, possíveis de serem investigadas. O que importa são as perguntas e não as respostas.

É o potencial do ser , sem moldes pré-estabelecidos. Nunca estaremos prontos, nunca estará perfeito. É legitimado naquilo que a gente é e apoiado naquilo que não damos conta.

Sabe quando você vai estar prontinha? Quando estiver debaixo da terra. Porque a vida nunca tá pronta!

O que importa são as relações que se tecem entre sí. O que interessa da onde vem? Interessa pra onde eu vou.

Idéia morta do mundo quer dizer como o mundo tem que ser. O conhecimento de biblioteca não serve quando tem um fazer separado da vida. A vida viva integra, a mente intelectiva separa , divide e depois fica brigando. O mundo não é para se saber, o mundo é para se viver. A vida viva é puro não sei, é desafio, mistério.

O mundo para ser transformado não precisa ser destruído, pode ser inventado.

A única coisa que sabemos é que o novo sempre amanhece. Faz primeiro, lança seus fogos de artifício e depois vê onde cai e , se precisar, corre para apagar!

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O trabalho manual é feito sob a barriga. Quando calo a minha boca, outras forças falam.

Não se aprende antes para ensinar depois. O professor é aquele que de repente aprende. O próprio fazer, inventa técnicas. É a educação viva. Como confiar no processo do outro? Como confiar ao outro o poder? O que quero aprender está apoiado em quem eu sou.

A higienização da existência  é feita em nome da ordem, do intelecto, da regra. É cuidar do outro sem estrutura de poder vertical. Legitimemos o inadequado!

Um manual do que pode e do que não pode, não tem relação, pois o que media está fora. O único valor de que se pode garantir é da sua implicação no mundo. Fazer ciência que é a favor da vida e não a enquadre, vir a serviço da vida. Para que consertar a criança?

O sentido da vida está nela mesma. Nada nos acontece no passado , nem no futuro. É a presentificação. Quando você aponta, só a ponta do dedo implica. Viver é muito melhor do que dar certo!!!

 

 

 

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